Crimes no Rio de Janeiro

Postado por UniversalBlog On 19:21:00
Crimes no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro ou Cidade Maravilhosa tem uma geografia encantadora e seu perfil visto por qualquer ângulo já foi perfeito. Desde sua fundação a cidade tem inspirado fotógrafos e artistas que deixaram belos registros de várias épocas. Durante décadas o Rio de Janeiro e Copacabana foram ícones de beleza urbana e do turismo, ganhando fama nacional e internacional.
A partir do nascimento do crime organizado na década de 70 e com a crescente favelização consentida ou até incentivada por governos populistas, a violência passou a ser notícia cada vez mais presente na mídia. Atualmente é difícil saber qual a imagem mais associada ao Rio de Janeiro.
A cidade continua tendo uma bela geografia. Mas o crime e a insegurança estão tão presentes na rotina de todo Estado do Rio de Janeiro que este atualmente tem ganho mais manchetes pela barbárie de crimes e pela insegurança que reina do que pela beleza. Ficou difícil avaliar qual a imagem mais presente no consciente coletivo.
Há décadas a questão da segurança vem se agravando ano após ano, com governadores populistas e irresponsáveis prometendo combater o crime com planos tão mirabolantes quanto ineficazes.
A inexistência crônica de uma política de segurança pública nunca transformou as promessas em ações de resultados. Pelo contrário o crime não só evoluiu quantitativamente como se profissionalizou e hoje finca raízes no legislativo, executivo e judiciário, além de permear a sociedade.
A lamentável adoção de um teatro acompanhado de uma política de confronto só trouxe efeitos colaterais com pessoas inocentes baleadas e mortas.
Sempre que as estatísticas do crime mostram uma leve queda numa ou outra modalidade, o fato é festejado e explorado com discursos associando esse resultado a uma das políticas teatrais.
Ainda que outras modalidades de crimes sofram incremento, qualquer queda eventual é alardeada e cinicamente divulgada como sendo fruto de uma política acertada. Desde o secretário de Estado de Segurança Pública ao Governador, todos agem como se segurança pública não tivesse relação com o conjunto de crimes e com a sensação de insegurança que permeia mentes e almas daqueles que tentam sobreviver nesse caos.
Quando em seguida os índices sobem e retomam a tendência de alta, as autoridades se calam e fingem que está tudo na mais perfeita ordem.
Nunca houve nas últimas décadas uma queda dos índices do crime por períodos mais longos que realmente pudesse ser associada a uma política de segurança pública. Mesmo porque, nunca existiu uma política honesta, bem planejada e conduzida.
Recentemente o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, festejou a divulgação da queda de homicídios em 8,8% no primeiro semestre desse ano. Em compensação o número de assaltos a transeuntes cresceu 17%, o que obviamente não mereceu tanto destaque.
Além disso, o crime está se profissionalizando o que criou outras modalidades de crimes não representadas nas estatísticas.
Os índices aqui apresentados foram compilados a partir de dados colhidos no Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Ainda que alguns crimes estejam sub-notificados, esses números permitem concluir que não há nada a festeja.
Muito pelo contrário. Estamos diante de um desastre.
A tabela 1 mostra a estatística de 10 crimes cobrindo o período de 1991 a 2007. As informações relativas ao período de 1991 a 2006 trazem dados resumidos sobre 10 tipos de crimes.
A partir de 2007 as informações disponíveis passaram a ser mais completas.
Tabela 1
Nota-se, que ainda que alguns tipos de crimes como sequestro e roubo a banco tenham sofrido uma queda acentuada, o total de crimes só tem crescido. O  gráfico 1 representa a evolução do total desses 10 tipos de crime aqui computados.
Gráfico 1
Para que se possa comparar esses índices com outros problemas que afetam a população ou mesmo avaliar a situação perante outros estados e países, útiliza-se o índice relativo a cada 100.000 habitantes. a tabela 2 mostra esses índices para os 10 tipos de crimes listados.
 Tabela 2
Na realidade a situação é muito pior do que está representada, pois se houvesse informações disponíveis sobre os demais crimes, esses números seriam mais assustadores. Para que se possa avaliar melhora, compare-se o número total de registros de ocorrências. A tabela 3 mostra as ocorrências de 1998 a 2006.
Tabela 3
Ou seja, o total de ocorrências registradas em 2006 foi de 609.251 o que representa 3805,9 ocorrências para cada 100.000 habitantes.
Os 10 tipos de crimes listados na tabela 1representaram apenas 127.491ocorrências.
Em 2007 e 2008 a situação só piorou. Ver tabela 4.
Tabela 4.
Se durante os 6 primeiros meses de 2008 já houve 322.017 registros, mantida a proporção, ao final do ano serão 644.054 ocorrências. Mas diante da inexistência de uma política de segurança, é provável que  o aumento não seja proporcional e sim maior.
Chega a ser incompreensível que mídia e autoridades tenham festejado a queda de homicídios quando a criminalidade como um todo aumentou.
Vale notar que esses são os crimes notificados. Atualmente é um calvário ir a uma delegacia para registrar uma ocorrência. As dificuldades começam pela falta de pessoal para atender que em algumas delegacias são agravadas pela falta de meios. Quando essas dificuldades coincidem com o atendimento de um funcionário desqualificado, as dificuldades são ainda maiores pois parece que este presta um favor ao cidadão que deseja registrar uma ocorrência.
É certo que crimes mais leves como furtos e roubo de transeuntes estejam muito sub-notificados.
Outro agravante é o fato de atualmente existirem crimes que sequer são pesquisados. Em comunidades dominadas por milícias ou por facções do crime organizado, existem chantagem e extorsão coletivas além de punições com agressões físicas que se registradas e computadas elevariam os números oficiais de forma significativa.
Por todos os motivos não há nada a comemorar.
Os dados disponíveis desde 1991 mostram claramente que o crime só tem crescido. Mas a tragédia teve início muito antes. Com já mencionado o crime organizado foi criado na década de 70 quando presos políticos da esquerda revolucionária foram encarcerados no presídio de Ilha Grande juntamente com criminosos de alta periculosidade.
Alí ex-guerrilheiros letraram e formaram a primeira geração de criminosos que fundaram o Comando Vermelho.
Como desde aquela época a questão da segurança pública foi tratada com negligência o crime desabrochou, floresceu e tomou conta do estado. Atualmente é um problema de dimensão nacional.
Todos os governadores do Estado do Rio que governaram desde então tiveram a mesma postura negligente e conivente com o crime. Da lista que segue alguns trabalharam mais em prol do crime e outros menos.
  • 15/03/75 a 13/03/79 – Floriano Peixoto Faria Lima
  • 15/03/79 a 15/03/83 – Chagas Freitas
  • 15/03/83 a 15/03/87 – Leonel Brizola
  • 15/03/87 a 15/03/91 – Moreira Franco
  • 15/03/91 a 02/04/94 – Leonel Brizola
  • 02/03/94 a 01/01/95 – Nilo Batista
  • 01/01/95 a 01/01/99 – Marcello Alencar
  • 01/01/99 a 06/04/02 – Anthony Garotinho
  • 06/04/02 a 01/01/03 – Benedita da Silva
  • 01/01/03 a 01/01/07 – Rosinha Garotinho
  • 01/01/07 até hoje      – Sérgio Cabral Filho
Brizola foi o responsável por permitir que o crime organizado efetivamente se instalasse nos morros do Rio de Janeiro.
Moreira Franco, Nilo Batista e Marcello Alencar foram nulidades na área da segurança pública.
Anthony Garotinho, Benedita da Silva e Rosinha Garotinho estão sendo acusados de envolvimento com a quadrilha do ex-deputado estadual e ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Anthony Garotinho chegou a ser Secretário de Estado de Segurança Pública e supostamente teria sido o chefe da quadrilha de Álvaro Lins.
Sergio Cabral, adotou a cômoda política do confronto que tem vitimado inocentes sem que os índices do crime recuem de forma significativa. Lamentavelmente não poderá ser responsabilizado por sua política simplória e desastrosa.
Na realidade todos os governadores, secretários, chefes de polícia e gestores da segurança pública desse período, atuaram como se o crime fosse aquele da década de 20. Confundiram idéias estapafúrdias com política de segurança. Sempre que crimes hediondos ou bárbaros eram cometidos e chocavam a população, eram lançadas idéias tão idiotas e inóquas que nem chegavam a ser implantadas.
Todos esses governadores, sem exceções toleraram o jogo do bicho. Nenhum deles implantou uma política de segurança pública estruturada e coordenada de forma a combater o crime organizado com inteligência e sistematicamente.
Por outro lado o crime organizado parece ter agido com mais profissionalismo, pois consegui em pouco mais de 30 anos montar Estados paralelos que dominam partes do território urbano das grandes capitais.
Agora estamos diante de eleições municipais e os candidatos à prefeitos, percebendo o quanto a situação incomoda a população estão sendo tremendamente oportunistas. Todos de uma forma ou de outra prometem atuar na segurança pública.
Segurança pública é uma atribuição do estado e não da prefeitura.
Promessas como espalhar câmeras pela cidade, dobrar o efetivo da guarde municipal e outras propostas simplórias são mera pirotecnia eleitoral. O único resultado garantido dessas propostas é o ônus para os cofres públicos.
A questão do crime nas capitais já não é um problema afeto apenas às polícias.  Existe uma deficiência social grave e toda uma estrutura urbana deteriorada que juntos formam o ambiente ideal para que o crime expanda seus domínios,  não só territoriais, mas também políticos.
Se não existir uma política de segurança pública que considere todos esses fatores que integre municípios, estados e União num esforço coordenado, não haverá solução.

Rio de Janeiro 2009





A População se apavora no rio e tem medo de sair nas ruas; a cidade maravilhosa esta em guerra.


Qual será a solução para estes problemas? Mais inocentes vão morrer? Tem que ter uma solução imediata antes que morram mais inocentes.

Novos confrontos entre traficantes e PMs deixam três mortos no Rio; vítimas somam 29.

Três homens morreram na noite de ontem e na madrugada desta quarta-feira durante confrontos entre traficantes e policiais militares no morro do Juramento, na zona norte do Rio. Com os novos dados, sobe para 29 o numero de mortos em decorrência dos confrontos desde o último sábado --sendo três moradores e três policiais militares.
Os novos tiroteios causaram pânico na população durante a madrugada. Apesar disso, a assessoria da PM informou que, por volta das 7h30 de hoje, o movimento era tranquilo, inclusive no morro do Juramento e no morro da Fogueteiro --onde um homem morreu ontem. Os policiais militares continuavam nas favelas em busca dos traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana.
Ontem, a polícia encontrou ainda o corpo de um homem em um carrinho de supermercado na rua Luiz Barbosa, um dos acessos ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte.
Os confrontos na zona norte do Rio começaram na madrugada de sábado. Em disputa pelos pontos de venda de drogas, traficantes do morro São João e aliados invadiram o morro dos Macacos, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos).
Operações
A PM informou que irá manter por tempo indeterminado as operações em morros da região norte da cidade. As operações policiais têm como objetivo prender os traficantes envolvidos nos ataques criminosos do último fim de semana. Um dos principais procurados é o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33, que atua no complexo de favelas do Alemão (zona norte).
O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 2.000 para quem desse informações sobre seu paradeiro. Segundo a PM, ele chefia o tráfico de drogas da favela Vila Cruzeiro (zona norte).
A polícia procura ainda Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que pode estar envolvido com a invasão. Ele fugiu recentemente da prisão, ao conseguir a progressão do regime fechado para o aberto.

Governador pede exoneração de Relações Públicas da PM.

Cabral considerou desrespeitosa declaração do major em entrevista.
Major disse que foi 'desvio de conduta' dos 2 PMs no caso do AfroReggae.

A assessoria de imprensa do governo do estado do Rio confirmou que o governador Sérgio Cabral pediu a exoneração do major Oderlei dos Santos Alves de Souza, do cargo de relações públicas da Polícia Militar.

Cabral considerou desrespeitosa a declaração que o major deu em entrevista à Globo News na quinta-feira (22).

"Ele não se comportou como um porta-voz da instituição. Ele se comportou como advogado de defesa dos policiais. Isso eu não admito. Eu não admito porque há registros contundentes de um mal comportamento de um capitão, policiais militares. Um porta-voz da PM não pode se comportar como um advogado da corporação. Isso é um desrespeito à população. Ele não merece ser porta-voz de uma instituição Polícia Militar", declarou o governador.

O major disse que os policais militares que não socorreram e liberaram os supostos assaltantes que assassinaram o coordenador social do AfroReggae, Evandro Silva, cometeram um "desvio de conduta".

Major minimizou descaso de policiais  

A Polícia Militar informou que o depoimento dos dois policiais suspeitos de desvio de conduta terminou apenas na manhã de quinta-feira (22), no Rio. Eles estão presos administrativamente no 13º BPM (Praça Tiradentes) desde a noite de quarta-feira (21).

Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, exibidas no "Jornal da Globo" de quarta-feira (21), mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro João da Silva, de 42 anos, coordenador do grupo AfroReggae, na madrugada de domingo (18).

O major Oderlei afirmou ainda que os policiais prestaram depoimento separaradamente. Em entrevista à Globo News, ele disse também que foi instaurado um procedimento apuratório, e que a prisão disciplinar tem o limite de 72 horas. Após esse prazo, a comandante do batalhão vai deliberar sobre a necessidade deles permanecerem presos ou ficarem em liberdade enquanto transcorre o procedimento.

"Qualquer pessoa que fosse identificada na Justiça num primeiro momento não seria presa já que não houve flagrante. Somente na esfera militar é possível realizar essa prisão domiciliar. A PM está sendo rigorosa, mas não pode haver abuso", disse Oderlei.

O major Oderlei afirmou também que foram pedidas as imagens sem edição que comprovariam o provável desvio de conduta dos policiais.

"Já tivemos exemplos de imagens que mostravam uma coisa e era outra; não quer dizer que seja esse caso", afirmou ele.
Imagens em três câmeras
 Segundo as imagens, os policiais teriam deixado os assaltantes fugirem, e teriam omitido socorro à vítima.
O crime aconteceu na madrugada de domingo (18) na Rua do Carmo, esquina com Rua do Ouvidor, e está sendo investigado por agentes da 1ª DP (Praça Mauá).

Tudo ficou registrado em três câmeras. Uma delas, instalada em um prédio, mostra a chegada de dois criminosos, à 1h20 da madrugada. Outra câmera, posicionada dentro de uma agência bancária, registra o ataque.

Segundo o registro, os criminosos aparecem lutando com a vítima. Em seguida, eles jogam Evandro, que está de camisa branca, no chão e atiram contra ele. Os assaltantes tiram os tênis e a jaqueta dele e fogem.

Cerca de 30 segundos depois, uma patrulha da Polícia Militar passa direto por Evandro, que agoniza na calçada. A câmera anterior mostra por outro ângulo a fuga dos criminosos, com os pertences do coordenador na mão, e a chegada da polícia.

Um dos policiais aparece com a arma em punho. A impressão que dá é a de que os policiais vão prender os assaltantes. Duas pessoas aparecem pela metade em imagens de um outra câmera. O PM surge com o tênis e a jaqueta vermelha da vítima, e leva tudo para dentro do carro da polícia.

Ainda de acordo com as imagens do circuito de segurança, à 1h26m53s, quatro minutos depois da abordagem, um dos suspeitos aparece indo embora.
Comandante da PM pediu desculpas 
 Depois das declarações do major Oderlei, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, na tarde de quinta-feira (22), pediu desculpas à família pela omissão de policiais.

“A Polícia Militar está solidária com a família, já que havia uma pessoa agonizando. Não vamos permitir qualquer desvio de conduta. Nosso sentimento é de total indignação e solidariedade com a família. É ruim saber que policiais erram. Eles são preparados para agir em situações mais difíceis e agir nas ruas reprimindo delitos. É o que se espera deles”, disse.

“A PM errou. Trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais para admitir o erro. É imperativo pedir desculpas”, completou.

Moradores baleados em favela do Rio passam bem.

Homem de 86 anos levou tiro de raspão no peito, mas não corre risco de morrer.

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informou na tarde desta sexta-feira (23) que, dos três moradores que foram atingidos por balas perdidas nesta manhã, no Complexo do Alemão, zona norte, um já foi liberado e dois estão internados em observação no hospital Getúlio Vargas.

Entre as vítimas, está um senhor de 86 anos que deu entrada na unidade, por volta das 11h, com um tiro de raspão no peito. Ele está lúcido, permanece internado em observação e não corre risco de morrer. Outro homem, de 51 anos, foi atingido por um tiro no rosto e também se recupera bem. Um terceiro morador de 57 anos chegou ao hospital às 10h, atingido por um tiro de raspão na perna direita. Ele já foi liberado.

Policiais militares e traficantes travaram uma intensa troca de tiros na Vila Cruzeiro, no final desta manhã. De acordo com a TV Record, o confronto causou pânico e correria entre os moradores. Muitas lojas não abriram e pelo menos sete escolas suspenderam as aulas por medida de segurança. Algumas linhas de ônibus também não circularam pelo local.

O objetivo da operação é capturar o traficante conhecido como FB, um dos suspeitos de comandar o ataque ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte, no sábado (17). Às 15h20, a operação continuava na comunidade. A PM ainda não informou sobre prisões ou apreensões.

Bombeiros do quartel da Penha, na zona norte, contaram também que foram acionados para apagar um incêndio no último andar de um prédio, na rua São Carlos, na Vila Cruzeiro. De acordo com eles, uma bala perdida teria atingido a cortina de um apartamento, fazendo com que o tecido pegasse fogo. Ninguém ficou ferido.

Policiais e traficantes trocam tiros na favela da Penha.

Três moradores foram feridos por balas perdidas e hospitalizados.

Jadson Marques/AE
O ex-combatente de 86 anos, militar da reserva do exército, foi um dos feridos no tiroteio entre policiais e traficantes na favela Vila Cruzeiro, zona norte do Rio

Policiais militares e traficantes travam uma intensa troca de tiros no final da manhã e início da tarde desta sexta-feira (23) na favela Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio. Segundo a reportagem da TV Record, três moradores foram feridos por balas perdidas e levados para o hospital Getúlio Vargas, no mesmo bairro.

Uma das vítimas é um homem de 57 anos, que foi baleado na perna direita. O outro morador foi atingido no rosto por estilhaços de bala de fuzil e um senhor de 86 anos foi alvejado de raspão também no rosto.

De acordo com a TV Record, o confronto causou pânico e correria entre os moradores. Algumas lojas não abriram. Nas escolas que funcionam dentro da favela e nas imediações, a frequência dos alunos foi baixa. Durante o tiroteio, as linhas de ônibus também não passaram pelo local.

Os PMs estão na Vila Cruzeiro para capturar o traficante conhecido como FB, um dos suspeitos de comandar o ataque ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte. A ação policial continua na comunidade.

A polícia está fazendo operações na favela do Jacarezinho e no morro do Juramento, na zona norte, mas ainda não há informações sobre presos ou feridos.

Traficantes são transferidos a presídio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul 

Todos os transferidos pertencem à facção criminosa que tentou invadir o Morro dos Macacos no fim de semana passado, quando bandidos derrubaram um helicóptero da Polícia Militar.




Operação do Bope na Vila Cruzeiro na tarde de sexta-feira
O percurso até o aeroporto do Rio de Janeiro mobilizou cerca de 20 caminhonetes e patrulhas da Polícia, e esteve em meio a fortes medidas de segurança, que se repetiram no aeroporto de Campo Grande, a cerca de 2 mil quilômetros.
A tentativa de invasão desencadeou uma onda de violência na cidade, que provocou a morte de 42 pessoas até a noite desta sexta.

A secretaria não informou por quanto tempo os presos ficarão em Campo Grande. Os traficantes, chefes do crime organizado em vários morros, serão levados ao presídio de segurança máxima em um avião da Polícia Federal.

O objetivo da Secretaria de Segurança é isolar alguns dos principais líderes do crime organizado do Rio e evitar que tenham contato com criminosos que estão nos morros e planejem novas invasões.

Até quando...



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